A infraestrutura de um data center é, historicamente, um triunfo da função sobre a forma. Projetados como fortalezas de concreto e aço para proteger dados extremamente importantes na vida moderna, esses edifícios raramente priorizam a experiência humana ou a integração visual.
No entanto, o cenário corporativo está mudando drasticamente e a introdução de jardins verticais em data centers com plantas naturais surge como uma resposta inovadora à necessidade urgente de alinhar alta tecnologia com sustentabilidade (ESG) e humanização dos espaços de trabalho.
Para saber mais sobre o assunto, continue a leitura e confira:
- o que são jardins verticais em data centers;
- quais são os benefícios dos jardins verticais em data centers;
- como implementar jardins verticais em data centers.
O que são jardins verticais em data centers?
Um jardim vertical é um sistema de engenharia paisagística projetado para superfícies verticais. Quando falamos especificamente de jardins verticais em data centers, estamos nos referindo a sistemas modulares de alta performance, adaptados para conviver com as restrições severas de um ambiente tecnológico.
Essas estruturas utilizam tecnologias avançadas de fixação e substratos leves (muitas vezes feltros geotêxteis ou blocos cerâmicos inertes) que substituem o solo tradicional, eliminando riscos de sujeira ou pragas.
A aplicação é feita estrategicamente em áreas de “suporte”, como recepções blindadas, corredores de acesso aos escritórios, salas de reunião, refeitórios e, com grande destaque, nas fachadas do edifício.
Quando prevê o uso de plantas vivas, o objetivo é maximizar o uso do metro quadrado vertical, inserindo biomassa em locais onde o espaço de piso é precioso.
Para a equipe de operações, isso se traduz em uma infraestrutura verde que exige manutenção preditiva e controlada, muito semelhante aos outros sistemas do edifício, garantindo que a natureza coexista com a tecnologia de ponta.
Quais são os benefícios dos jardins verticais em data centers?
Implementar soluções verdes em um ambiente dominado por servidores, geradores e sistemas de refrigeração pode parecer contraditório à primeira vista. No entanto, os dados mostram que o retorno sobre o investimento vai muito além da beleza, uma vez que há ganhos operacionais e humanos tangíveis. Entre eles estão:
Melhora da qualidade do ar
A pureza do ar é quase uma obsessão em data centers, geralmente focada na eliminação de poeira para proteger o hardware. Contudo, em áreas ocupadas por pessoas, a qualidade do ar envolve também a eliminação de toxinas e os jardins verticais em data centers funcionam como biofiltros ativos.
Estudos seminais da NASA e pesquisas recentes de qualidade ambiental interior demonstram que as plantas são capazes de filtrar Compostos Orgânicos Voláteis (COVs), como formaldeído e benzeno, que são frequentemente liberados por materiais sintéticos, mobiliários e carpetes.
Além de absorverem dióxido de carbono e liberarem oxigênio fresco, as paredes verdes ajudam a regular a umidade relativa em áreas de escritórios (onde o ar-condicionado tende a ressecar as vias aéreas), criando um microclima mais saudável e reduzindo queixas respiratórias.
Aumento da estética corporativa
O mercado de Colocation e Hyperscale é altamente competitivo. A primeira impressão que um cliente tem ao visitar o site para uma auditoria técnica é fundamental. Um data center que investe em paisagismo corporativo biofílico comunica imediatamente valores de inovação e responsabilidade ambiental.
A fachada verde ou um átrio recepcional com um jardim vertical imponente quebra a monotonia visual do “caixote de concreto”. Isso cria uma identidade visual forte e moderna, alinhada às tendências globais de arquitetura sustentável.
É uma forma visual de dizer que a empresa não apenas processa dados, mas se preocupa com o futuro e com a pegada ecológica da sua operação.
Bem-estar dos colaboradores
O fator humano é, muitas vezes, o elo mais sensível na operação de um data center. As equipes de monitoramento (NOC/SOC) trabalham sob pressão constante para garantir SLAs de disponibilidade, frequentemente em turnos noturnos e em salas sem janelas. Esse ambiente é propício ao estresse, à fadiga mental e ao burnout.
A neuroarquitetura comprova que a conexão visual com a natureza, mesmo que por poucos minutos, reduz os níveis de cortisol e restaura a capacidade de foco. Sendo assim, para áreas onde a iluminação natural é inexistente, o uso de jardins verticais preservados é uma excelente solução.
Proporcionar um ambiente de trabalho que promova o bem-estar por meio de jardins verticais permanentes não só melhora a satisfação da equipe, mas ajuda a reter talentos em um setor onde a mão de obra altamente qualificada é escassa.
Como implementar jardins verticais em data centers?
A transição do cinza para o verde natural exige planejamento, uma vez que os jardins verticais em data centers são parte de um projeto técnico que deve ser integrado às plantas de engenharia (elétrica e hidráulica) do edifício.
Para garantir o sucesso e a segurança da instalação, o gestor de Facilities deve seguir um roteiro que considere o zoneamento de risco, a escolha botânica e a sustentabilidade do sistema a longo prazo:
Planejamento do projeto
No caso de jardins naturais, o planejamento começa pela definição das zonas de exclusão e zonas permitidas, que deve obedecer a uma regra básica: água e servidores não se misturam. Portanto, os jardins verticais em data centers devem ser instalados fora do White Space. O foco deve ser em áreas de convivência, corredores de circulação e fachadas.
Nesta etapa, é preciso avaliar a iluminação. Se o local for interno, deve-se prever iluminação artificial com espectro fotossintético (grow lights), que manterá as plantas saudáveis e ainda criará um efeito cênico sofisticado. A seleção das espécies também é técnica: buscam-se plantas rústicas, que exijam pouca poda e que se adaptem bem a ambientes climatizados, ajudando a criar ambientes sustentáveis sem gerar excesso de resíduos orgânicos.
Manutenção e sustentabilidade
A preocupação número um é a água. Por isso, os sistemas de jardim vertical corporativo da VG utilizam irrigação automatizada de ponta, com sensores de umidade e gotejamento preciso. O sistema é de circuito fechado, garantindo que não haja desperdício nem risco de vazamentos descontrolados.
A manutenção deve ser encarada como parte do OPEX do edifício, com visitas periódicas para adubação e poda técnica. Além disso, vale destacar o benefício térmico: jardins verticais externos agem como isolantes, reduzindo a carga térmica na fachada e contribuindo para a eficiência energética do sistema de refrigeração (HVAC), o que pode impactar positivamente o PUE (Power Usage Effectiveness) da unidade.
Leia também: Paisagismo Para Data Centers — Integre Natureza E Tecnologia
Agora você sabe que transformar o seu negócio em um exemplo de design e sustentabilidade com os jardins verticais em data centers é totalmente possível. Se deseja aplicar essas soluções com segurança técnica e garantia de qualidade, conheça as soluções da VG e descubra o ideal para seu espaço.

